A Polícia Federal (PF) indiciou nesta quarta-feira (5) o
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção passiva em contratos
firmados pela empreiteira Odebrecht com a empresa Exergisa, que tinha seu
sobrinho Taiguara Rodrigues dos Santos comoum dos sócios, em Angola, na África.
Leia mais: Entenda por que o ex-presidente Lula virou réu
Segundo reportagem publicada nesta quarta-feira (5) pela
revista "Época", a Polícia Federal diz que há evidências de pagamento
mascarado de R$ 20 milhões em propinas por parte da empreiteira. Para os
investigadores do caso, os contratos só teriam sido assinados por causa do
parentesco do ex-presidente com Taiguara e das relações próximas entre o Lula e
a empreiteira Odebrecht.
O sócio da Exergisa também foi indiciado, mas por corrupção
e lavagem de dinheiro, assim como sete executivos da construtora, incluindo
Marcelo Odebrecht. Ainda de acordo com a "Época", o líder petista era
chamado de "chefe maior" nas conversas entre a empreiteira e
Taiguara.
O empresário é filho de Jacinto Ribeiro dos Santos, irmão da
primeira mulher de Lula, já falecida. O ex-presidente já é réu em dois
processos decorrentes da Operação Lava Jato. No primeiro, responde por
corrupção passiva e lavagem de dinheiro por supostamente ter recebido R$ 3,7
milhões em "vantagens indevidas" da construtora OAS, incluindo um
apartamento tríplex no Guarujá (SP).
Veja mais: Acusação contra Lula se baseia só em delação de
réu confesso, diz defesa
No outro, é acusado de obstrução das investigações da
própria Lava Jato, ao ter tentado impedir o ex-diretor da Petrobras Nestor
Cerveró de assinar acordo de delação premiada, de acordo com o Ministério
Público Federal.
Lula réu
A Justiça Federal do Distrito Federal acolheu nesta
sexta-feira (29) denúncia do Ministério Público Federal e tornou réus o
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-senador Delcídio do Amaral, o
banqueiro André Esteves, o empresário José Carlos Bumlai e outras três pessoas.
Mas qual a justificativa para que um ex-presidente da
República durante dois mandatos consecutivos virasse réu pela primeira vez?
Lula e os demais réus são acusados de tentar evitar a
delação premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e, dessa forma,
atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. De acordo com a
Procuradoria-Geral da República, Lula e outras seis pessoas são acusadas de tentar
comprar por R$ 250 mil o silêncio de Cerveró – algo que os advogados do
ex-presidente negam.
E mais: Procuradoria reitera denúncia contra Lula e Delcídio
por obstrução à Justiça
Segundo comunicado da defesa, Lula "jamais interferiu
ou tentou interferir em depoimentos relativos à Lava Jato. A acusação se baseia
exclusivamente em delação premiada de réu confesso e sem credibilidade – que
fez acordo com o Ministério Público Federal para ser transferido para prisão
domiciliar".
Já condenado pela Justiça Federal por corrupção passiva e
lavagem de dinheiro, Cerveró está detido desde janeiro de 2015 e citou, em sua
delação premiada, diversos políticos como supostos beneficiários do esquema de
corrupção na Petrobras.
De acordo com a procuradoria, Lula "impediu ou
embaraçou investigação criminal que envolve organização criminosa, ocupando
papel central, determinando e dirigindo a atividade criminosa praticada por
Delcídio do Amaral, André Santos Esteves, Edson de Siqueira Ribeiro, Diogo
Ferreira Rodrigues, José Carlos Bumlai e Maurício de Barros Bumlai".
*Com informações da ANSA
Link deste artigo:
http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2016-10-05/lula-angola.html
Fonte: Último Segundo - iG @
http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2016-10-05/lula-angola.html

0 comentários: